sexta-feira, 16 de abril de 2010

Altruísmo — chave para o casamento bem sucedido



O QUE é o casamento bem sucedido? É aquele em que há paz, alegria, contentamento, entendimento e afeição. É o casamento, em que cada cônjuge consegue em grande parte satisfazer as necessidades básicas do outro e verdadeiramente se preocupa em fazê-lo.
O casamento, segundo a Palavra de Deus, é monogâmico, um homem para uma mulher: “Os dois serão uma só carne.” (Mat. 19:5) A respeito disso, o Dr. Popenoe, um dos destacados conselheiros matrimoniais dos EUA, disse certa vez: “A monogamia está tão bem adaptada à natureza humana . . . que não exige super-homens ou super-mulheres para ter êxito. O êxito pode ser obtido quase por qualquer pessoa.” Também observou: “O casamento bem sucedido é algo crescente, nutrido pelo dar e receber que continuamente se sucede entre duas pessoas que amam uma à outra e que são movidas por tal amor a querer viver juntas pelo resto de suas vidas.”
Em sentido similar, o Dr. David Mace, Presidente da Comissão Internacional de Orientação Matrimonial, escreve: “O casamento é, afinal de contas, a relação básica entre os humanos adultos. Mais do que tudo, ajunta, reconcilia, e une em frutífera harmonia as duas espécies diferentes de ser humano, o macho e a fêmea . . . Ata duas pessoas num companheirismo duradouro.”
E as próprias possibilidades de felicidade no casamento testificam ter sido o homem criado por Deus, como até mesmo comenta o advogado Linton:
“A bondade e a infinita perícia do Deus que declarou que não era bom que o homem fosse solteirão, ao colocar no coração do homem o amor pela mulher e no coração da mulher o amor pelo homem, ao criá-los mental, física e emocionalmente tão parecidos de modo a serem companheiros e, ainda assim, tão diferentes de modo a suplementar e a interessar um ao outro, sempre estimulou minha gratidão e minha admiração como evidência inequívoca de desígnio criativo.” — A Lawyer Examines the Bible (Um Advogado Examina a Bíblia).
Temos aqui três eruditos que falam, obviamente à base de muita experiência e observação, louvando altamente a relação marital. Pelo seu testemunho, pareceria que o êxito no casamento está no alcance da maioria das pessoas. Todavia, o que notamos?
As enquêtes mostram que algumas cidades dos Estados Unidos apresentam um divórcio para cada dois casamentos, a média nacional sendo de um de cada quatro terminando em divórcio. Daí, então, as estatísticas mostram que cerca de dois milhões de casais vivem separados por não poderem dar-se um com o outro, embora não sejam divorciados. Certo é que todos estes casamentos não foram bem sucedidos. Por outras enquêtes nos Estados Unidos deduz-se que menos da metade dos casamentos podem ser considerados bem sucedidos. E certa revista feminina declarou recentemente: “A maioria dos casamentos são crônicas sociedades de queixas.” — Ladies’ Home Journal, de outubro de 1968.
Por que devia isto acontecer? Sem dúvida, uma razão é que os problemas surgem devido à imperfeição e ao egoísmo humanos. Certo conselheiro matrimonial veterano expressou-se dessa forma: “Jamais encontramos nem ouvimos falar de um casamento sem problemas.” É preciso madureza e, em especial, altruísmo, para se lidar com os problemas que surgem no casamento. Segundo o psiquiatra Dr. Brill, o maior fator no divórcio não é o álcool, nem o dinheiro, nem os parentes do cônjuge, e assim por diante, mas a imaturidade por ocasião do casamento. As pessoas imaturas consideram a certidão de casamento como garantia de felicidade conjugal; mas, ela simplesmente fornece à pessoa o direito legal de empenhar-se por ela.
Lidar com Problemas
Entre as chaves básicas que ajudarão os casais a enfrentar os problemas do casamento se acha a honestidade em lidar um com o outro. Destacando aptamente este ponto, diz o educador F. Alexander Magoun: “É preciso esforço para tornar bem sucedido o casamento. Todos os êxitos têm seu preço. Quanto mais digna a consecução, tanto mais, usualmente, a pessoa tem de pagar por ela no sentido de esforço.” Falando à base de longa observação, o Dr. Paul Popenoe comenta: “Se cada cônjuge verdadeiramente desejar chegar a entender melhor o outro, e não estiver simplesmente interessado em provar que ele ou ela está certo, a situação não é desesperadora . . . O que é necessário é que cada um respeite o outro em seus sentimentos, gostos e desgostos.”
As condições modernas têm tornado mais difícil do que nunca que os casais sejam honestos um com o outro. Muitas são as tentações de tapear na questão do interesse sexual, em questões financeiras e em como a pessoa usa seu tempo. A desonestidade tem um jeitinho de deixar-se revelar e bem que pode resultar em tornar o casamento um fracasso ao invés de bem sucedido. A Palavra de Deus bem que nos relembra: “Não há nada encoberto que não venha a ser descoberto e não há nada secreto que não venha a ser conhecido.” “De Deus não se mofa. Pois, o que o homem semear, isso também ceifará.” As palavras de Jesus, por conseguinte, poderiam ser aptamente parafraseadas: ‘Também, assim como deseja que seu cônjuge lhe trate, faça a mesma coisa para seu cônjuge.’ — Mat. 10:26; Gál. 6:7; Luc. 6:31.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Heróis e heroínas dos romances




  Os romances geram mais de 1 bilhão de dólares em vendas por ano nos Estados Unidos. Cerca da metade dos livros de bolso de ficção vendidos naquele país é romance. Segundo estatísticas publicadas pelos Escritores de Romance da América, as três características que os leitores, dos quais 90% são mulheres, mais procuram nos heróis são músculos, beleza e inteligência. As três características mais populares das heroínas são inteligência, força de caráter e serem atraentes.
Rapaz reconquista a moça: O príncipe resgata a linda mulher e expulsa o vilão. Os dois casam-se e vivem felizes para sempre. Um escritor de romances aconselha quem quer ser escritor: “Você precisa do final ‘felizes para sempre’. . . . O leitor deve ficar satisfeito de que o casal está junto e feliz.” Os romances raramente retratam os personagens após anos de casamento. Durante esse tempo, desacordos e uma infinidade de outros desafios e dificuldades talvez tenham testado o relacionamento. E como as estatísticas sobre divórcio mostram, com o tempo, muitos casamentos fracassam nesse teste.

Sim, o amor dos romances é relativamente fácil; o amor verdadeiro exige esforço. Entender a diferença entre os dois vai protegê-lo contra expectativas ingênuas e irrealistas. Também vai evitar que você assuma compromissos apressados, dos quais talvez se arrependa mais tarde. O próximo artigo vai considerar como você pode cultivar o amor verdadeiro e altruísta e como você pode ser mais amado.
Rapaz perde a moça: Um vilão rapta a linda mulher e foge do castelo. O príncipe inicia uma perigosa viagem à procura dela. Uma porta-voz dos Escritores de Romance da América diz: “O enredo principal do romance deve ser a respeito de duas pessoas que se apaixonam e lutam para fazer o relacionamento dar certo.” O relacionamento dará certo na maioria das histórias — os leitores sabem disso. Os obstáculos, geralmente de natureza externa, são superados.

Na vida real, em geral há problemas de natureza externa e interna. Talvez envolvam dinheiro, trabalho, parentes e amigos. Mas também surgem problemas quando uma pessoa não atinge as expectativas da outra. As falhas dos personagens fictícios em geral são mínimas, mas não é sempre assim na vida real. Além disso, o amor verdadeiro não faz com que, sem esforço da nossa parte, superemos dificuldades, diferenças de opinião, de criação, de vontades e de personalidade. Em vez disso, o amor envolve cooperação, humildade, brandura, paciência e longanimidade — qualidades que nem sempre surgem de modo natural ou fácil. — 1 Coríntios 13:4-7.
Rapaz conhece a moça: Um belo príncipe conhece uma linda mulher, e nasce o amor. Um autor de sucesso aconselha os que pretendem ser escritores de romance que, “desde o primeiro olhar [do casal], deve ficar evidente ao leitor que as duas almas pertencem uma à outra”.

A idéia de amor à primeira vista dá a entender que o amor verdadeiro é apenas um sentimento — uma emoção irresistível que toma conta de você quando conhece a pessoa certa — que esse amor simplesmente acontece e que não exige muito esforço nem que se conheça bem a outra pessoa. O amor verdadeiro, porém, é muito mais do que um sentimento. É claro que há sentimentos envolvidos, mas o amor é um vínculo profundo que inclui também princípios e valores e que nunca pára de crescer, desde que seja nutrido e mantido adequadamente. — Colossenses 3:14.

Além do mais, leva tempo para conhecer outra pessoa. Achar que, à primeira vista, você encontrou a pessoa perfeita parece mais fantasia do que realidade e normalmente leva à decepção. Além disso, ao apressar-se em dizer que encontrou o amor verdadeiro, você talvez feche sua mente para os indícios do contrário. Escolher um companheiro adequado exige mais do que uma forte intuição influenciada por uma onda de paixão passageira. Assim, não se apresse. De fato, muitos estudos mostram que a escolha incorreta de um cônjuge pode afetar negativamente a saúde mental e física, o desempenho no trabalho e até a expectativa de vida da pessoa.