segunda-feira, 31 de maio de 2010

Conflitos: “A gente vive brigando”

Cindy, lembrando o começo de sua vida de casada, diz: “É incrível como nós brigávamos — gritávamos, ou, pior ainda, ficávamos emburrados por vários dias.”

Diferenças de opinião são inevitáveis no casamento. Mas como se lida com elas? “Num casamento saudável”, escreve o Dr. Daniel Goleman, “marido e mulher não têm receio de expressar suas queixas. Mas o que acontece muitas vezes é que na hora da raiva as queixas são desferidas de forma destrutiva, como ataque à personalidade do outro”.

Quando isso acontece, a conversa se transforma num campo de batalha: os pontos de vista são defendidos com unhas e dentes, e as palavras são usadas como armas, não como meio de comunicação. Um grupo de estudiosos diz: “Nas brigas que fogem ao controle, uma das coisas mais destrutivas é que o casal tende a dizer um ao outro coisas que ameaçam o próprio âmago do casamento.”

Incompatibilidade: “Não temos nada em comum”

“Eu e meu marido somos diametralmente opostos em quase tudo”, diz certa mulher. “Não passa um dia em que não me arrependa amargamente de ter me casado com ele. Somos totalmente incompatíveis.”

Em geral não leva muito tempo para um casal descobrir que não tem tantas coisas em comum como parecia durante o namoro. “O casamento muitas vezes traz à tona certas características de personalidade que a própria pessoa desconhecia quando era solteira”, escreve a Dra. Nina S. Fields.

O resultado é que depois do casamento alguns casais podem chegar à conclusão de que são totalmente incompatíveis. “Apesar de terem algumas coisas em comum com relação a gostos e personalidade, a maioria se casa com grandes diferenças no estilo de vida, hábitos e atitudes”, diz o Dr. Aaron T. Beck. Muitos casais não sabem lidar com essas diferenças.

Decepção: “Não era isso o que eu esperava”

“Quando me casei com Jim”, diz Rose, “pensei que seríamos a versão moderna da Bela Adormecida e do Príncipe Encantado — tudo era romance, carinho e consideração um pelo outro”. Mas não demorou muito e o seu “Príncipe Encantado” perdeu o encanto. “Acabei me decepcionando muito com ele”, diz ela.

Muitos filmes, livros e canções populares pintam um quadro irrealista do amor. Durante o namoro, o casal pode achar que está vivendo a realização de um sonho. Mas depois de alguns anos de casados, talvez cheguem à conclusão de que tudo realmente não passou de um sonho! Se a realidade não corresponde às expectativas de viver um conto de fadas, a pessoa pode achar que seu casamento, que tem o potencial de dar certo, é um fracasso total.

É claro que algumas expectativas num casamento são totalmente justificadas. Por exemplo, é apropriado esperar amor, atenção e apoio do cônjuge. No entanto, até mesmo esse desejo pode não ser satisfeito. “Nem parece que sou casada”, diz Meena, uma jovem recém-casada da Índia. “Eu me sinto só e abandonada.”

Por que o amor acaba?

“É mais fácil se apaixonar do que continuar apaixonado.” — Dra. Karen Kayser.

TALVEZ não surpreenda que haja tantos casamentos sem amor. O matrimônio é um relacionamento humano complexo, e muitos entram nele sem estar preparados. “Para tirar a carteira de motorista, a pessoa tem de saber dirigir”, diz o Dr. Dean S. Edell, “mas basta uma assinatura para obter a certidão de casamento”.

Assim, ao passo que muitos casamentos vão bem e são realmente felizes, inúmeros outros estão em crise. Talvez um ou ambos os parceiros tenham se casado com expectativas elevadas, mas não estavam devidamente preparados para manter uma relação duradoura. “Quando duas pessoas começam um relacionamento”, explica o Dr. Harry Reis, “elas se identificam muito uma com a outra”. Acham que aquela pessoa é a “única no mundo que enxerga as coisas como ela. Com o tempo talvez descubram que não é bem assim, e essa constatação pode corroer o casamento”.

Felizmente, muitos casamentos não chegam a esse ponto. Mas consideremos brevemente alguns fatores que em determinados casos acabaram destruindo o amor.

sábado, 29 de maio de 2010

Uma Experiência Dolorosa

O divórcio é amiúde uma experiência muito dolorosa. Pode ser comparada a uma operação que deixa horríveis cicatrizes. Segundo a pesquisa, comparado com a morte de um cônjuge, o divórcio está em segundo lugar como fator precipitante de tensão na vida.

O jornal Telegraph de Brisbane, Austrália, citava um consultor de tribunal de divórcio que teria dito que o divórcio é “como se morresse um parente próximo. As partes na desintegração do casamento podem atravessar um período de pesar e de tristeza, passando pela mesma experiência emocional como se um ente querido tivesse morrido”.

Com um cônjuge que parece “impossível” e uma situação muito infeliz no lar, alguém poderá chegar a raciocinar que qualquer mudança só pode ser melhor. Talvez anseie ver-se livre e viver de novo como solteiro. Entretanto, a coisa não é tão simples assim. Disse o sociólogo Robert Weiss: “As pessoas precisam entender que o divórcio é uma cirurgia drástica.”

Essas expressões indicam a dor que pode resultar de se cortarem os laços que antes existiam. Esses laços entre marido e mulher incluem os laços físicos, emocionais, mentais e, em alguns casos, espirituais. Despedaçar tudo isso é deveras uma “cirurgia drástica”. E não é de surpreender, quando consideramos o que o Originador do casamento, o Deus Todo-poderoso, disse depois de fazer a primeira união assim: “O homem deixará seu pai e sua mãe, e tem de se apegar à sua esposa, e eles têm de tornar-se uma só carne.” — Gênesis 2:24.