quarta-feira, 30 de junho de 2010

Disposição de ceder no casamento


 Os cristãos casados precisam evitar práticas que degradam as relações sexuais, como as que são comuns no atual mundo louco por sexo. Sobre isso, Paulo aconselhou: “O marido renda à esposa o que lhe é devido; mas, faça a esposa também o mesmo para com o marido. A esposa não exerce autoridade sobre o seu próprio corpo, mas sim o seu marido; do mesmo modo, também, o marido não exerce autoridade sobre o seu próprio corpo, mas sim a sua esposa.” Depois, Paulo deu esta orientação clara: “Não vos priveis um ao outro disso, exceto por consentimento mútuo, por um tempo designado.” Por quê? “Para que possais devotar tempo à oração e possais ajuntar-vos novamente, a fim de que Satanás não vos tente pela vossa falta de comedimento.” (1 Cor. 7:3-5) Ao mencionar a oração, Paulo mostra as prioridades para o cristão. Mas ele também deixa claro que todo cristão casado deve estar atento às necessidades físicas e emocionais do cônjuge.
 Marido e esposa precisam ser francos um com o outro e entender que a falta de sensibilidade nesse relacionamento íntimo pode gerar problemas. (Leia Filipenses 2:3, 4; note Mateus 7:12.) Isso foi comprovado em algumas famílias divididas em sentido religioso. Mesmo que haja diferenças, o cristão em geral pode melhorar a situação por meio de boa conduta, bondade e cooperação. (Leia 1 Pedro 3:1, 2.) O amor por Deus e pelo cônjuge, junto com a disposição de ceder, é de ajuda nesse aspecto do casamento.
 Também em outros assuntos, o marido amoroso tratará a esposa com respeito. Por exemplo, ele levará os sentimentos dela em consideração mesmo em assuntos pequenos. Certo homem, casado há 47 anos, admite: “Ainda estou aprendendo nesse campo.” A esposa cristã é aconselhada a ter profundo respeito pelo marido. (Efé. 5:33) Falar de modo crítico sobre o marido, destacando as falhas dele na frente de outros, não mostra respeito. Provérbios 14:1 nos lembra: “A mulher realmente sábia edificou a sua casa, mas a tola a derruba com as suas próprias mãos.”

O que faz um casamento ser bem-sucedido?


 Muitos casados se lembram com muito carinho do tempo de namoro. Como era agradável conhecer a pessoa com quem se casariam! Quanto mais tempo passavam juntos, mais próximos ficavam. Mas não importa se o casal teve tempo de se conhecer antes de casar ou se o casamento foi arranjado, quando finalmente se tornaram marido e esposa, foi fundamental fazerem ajustes. Certo marido reconhece: “O maior problema que tivemos no início do casamento foi perceber que não éramos mais solteiros. Por um tempo tivemos dificuldades em manter as amizades e os laços familiares no devido lugar.” Outro marido, agora com 30 anos de casado, percebeu logo no começo do casamento que, para ter equilíbrio, ele teria de “pensar no plural”. Antes de aceitar um convite ou de assumir um compromisso, ele fala com a esposa e depois toma uma decisão, levando em conta o que é melhor para os dois. Em situações como essa, ser razoável ajuda. — Pro. 13:10.
 O casamento pode unir duas pessoas de formações culturais diferentes. Nesse caso, a comunicação aberta é especialmente necessária. A maneira de se comunicar varia. Observar como seu cônjuge conversa com os familiares pode ajudar você a compreendê-lo melhor. Às vezes, o que revela os pensamentos íntimos da pessoa não é o que ela diz, mas como faz isso. E pode-se aprender muito pelo que não é dito. (Pro. 16:24; Col. 4:6) O discernimento é vital para a felicidade. — Leia Provérbios 24:3.
 No que diz respeito a escolher passatempos ou recreação, muitos viram a importância de ser flexível. Antes de se casar, talvez seu cônjuge dedicasse tempo à prática de esportes ou a outro tipo de recreação. Será que agora seria apropriado fazer ajustes? (1 Tim. 4:8) Pode-se perguntar o mesmo em relação ao tempo que se passa com parentes. O marido e a esposa precisam de tempo para participarem juntos em atividades espirituais e em outras. — Mat. 6:33.
 Quando o homem se casa, ele deixa seu pai e sua mãe, e o mesmo acontece com a mulher. (Leia Gênesis 2:24.) Ainda assim, a ordem divina de honrar pai e mãe não tem prazo de validade. Mesmo depois do casamento, o casal passará tempo com seus pais e sogros. Um homem, casado há 25 anos, diz: “Às vezes é difícil conciliar os desejos e as necessidades do cônjuge com os dos pais, dos irmãos, dos sogros e dos cunhados. Ao decidir a melhor forma de agir, Gênesis 2:24 tem sido muito útil. É verdade que a pessoa deve ser leal a outros membros da família e que tem responsabilidades para com eles, mas esse versículo me mostrou que minha esposa tem prioridade.” Sendo assim, os pais cristãos razoáveis respeitarão o fato de que seus filhos casados agora têm sua própria família e que o marido é o principal responsável por dirigi-la.
 Uma boa rotina de estudo em família é essencial. A experiência de muitas famílias cristãs confirma esse fato. Pode não ser fácil estabelecer essa rotina e apegar-se a ela com o passar do tempo. Um chefe de família reconhece: “Se pudéssemos voltar no tempo e corrigir alguma coisa, nós nos certificaríamos de que tivéssemos uma boa rotina de estudo em família desde o início de nosso casamento.” Ele acrescenta: “É maravilhoso ver a alegria de minha esposa quando ela se sente tocada por alguma jóia espiritual que encontramos juntos no nosso estudo.”
 Orar juntos é outra ajuda. (Rom. 12:12) Quando marido e esposa estão unidos na adoração de Deus, a relação achegada que têm com Deus pode fortalecer seu casamento. (Tia. 4:8) Um marido cristão explica: “Pedir desculpas imediatamente, e mencionar essas falhas quando oram juntos, é uma forma de o casal mostrar sincero arrependimento mesmo por pequenos erros que magoam.” — Efé. 6:18.

terça-feira, 29 de junho de 2010

A vida continua


Pode ser que já tenha ouvido a expressão: o tempo cura todas as feridas. Logo que termina o namoro, essas palavras talvez não lhe tragam nenhum consolo, porque o tempo é apenas parte da solução. Para ilustrar: quando você se corta, na hora dói, mas com o tempo vai sarar. Primeiro, você precisa estancar o sangramento e aliviar a dor. Também terá de cuidar para que o corte não infeccione. O mesmo se aplica a uma ferida emocional. Na hora dói. Mas existem alguns passos que você pode dar para aliviar a dor e para que a amargura não infeccione a ferida. O tempo fará a parte dele. E você, fará a sua? Experimente o seguinte.
▪ Não reprima sua dor. Não há nada de errado em se entregar ao choro. Afinal, a Bíblia diz que há um “tempo de ficar triste” e até mesmo um “tempo de chorar”. (Eclesiastes 3:1, 4, Nova Tradução na Linguagem de Hoje) Chorar não é sinal de fraqueza. Até mesmo Davi, um corajoso guerreiro, admitiu o seguinte quando estava angustiado: “Todas as noites a minha cama se molha de lágrimas, e o meu choro encharca o travesseiro.” — Salmo 6:6, NTLH.
▪ Cuide de sua saúde. Exercício físico e boa alimentação ajudarão você a repor a energia gasta com o sofrimento emocional causado pelo fim do namoro. “O treinamento corporal é proveitoso”, diz a Bíblia. — 1 Timóteo 4:8.
A que aspectos da sua saúde você talvez precise dar atenção?
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▪ Mantenha-se ocupada. Não pare de fazer as coisas que gosta. E agora, mais do que nunca, não se isole. (Provérbios 18:1) A companhia de pessoas que se importam com você lhe dará algo positivo no qual se concentrar.

Por que dói tanto


Se você já esteve numa situação igual à de Susana, talvez tenha se perguntado: ‘Será que algum dia as coisas voltarão ao normal?’ (Salmo 38:6) Sua angústia é compreensível. O fim de um namoro talvez tenha sido uma das experiências mais traumáticas de sua vida. De fato, muitos dizem que terminar um namoro é como se parte de você morresse. A pessoa pode até passar por estágios típicos do luto, incluindo:
Negação. ‘Não pode ser o fim. Ele mudará de idéia em um ou dois dias.’
Raiva. ‘Como ele pôde fazer isso comigo? Eu o odeio!’
Depressão. ‘Ninguém me ama. Nunca ninguém vai me amar.’
Aceitação. ‘Isso vai passar. Doeu, mas já estou melhorando.’
A boa notícia é que você pode alcançar o estágio de aceitação. Mas será que vai demorar muito? Isso depende de vários fatores, incluindo quanto tempo durou o namoro e até que ponto ele chegou. Enquanto isso, como você pode lidar com a dor de um coração partido?

Como posso superar o fim do namoro?


“Depois de seis meses de namoro e cinco anos de amizade, ele quis terminar o namoro. Mas não deu nenhuma satisfação. Simplesmente parou de falar comigo. Eu me senti abandonada. Foi uma decepção muito grande. Eu me perguntava: ‘O que fiz de errado?’” — Raquel.
O FIM de um namoro pode causar muita tristeza e profundo desânimo. Veja o caso de Jorge e Susana, que namoraram por dois anos e ficaram muito apegados. Durante o dia, Jorge enviava mensagens de texto a Susana com expressões de afeto. De vez em quando, dava presentes para mostrar que estava pensando nela. “Jorge realmente tentava me ouvir e me entender”, disse Susana. “Ele me fazia sentir especial.”
Não demorou muito e eles estavam falando sobre casamento e onde iriam morar. Jorge chegou até a pensar em comprar as alianças. Então, de repente, ele terminou o namoro! Susana ficou arrasada. Ela continuou com sua rotina, mas estava desnorteada. “Eu não conseguia nem pensar direito e não tinha forças para nada”, disse ela.